terça-feira, fevereiro 21, 2006

Esperança

O sonho que me afaga o coração
de tão irreal
cobra-me lágrimas de metal.
Mecânicas, mentirosas. Mas são
hino de força que corre
e em busca dos teus olhos se lança
a uma fonte que ainda jorre
Esperança.

(Esperança - LCRM)

Explico-me

Um blog é também, isto para mim,um espaço pessoal de quem escreve. Uma extensão de si.
Nem tudo tem pois de ser compreendido ou compreensível. Muito menos ter uma causa imediata ou pretender responder a algo que seja.

A diferença é para mim, não um problema ou handicap, mas uma meta! Preocupar-me-ia se me sentisse igual, se pensasse igual, se sonhasse igual.

A sociedade avança na medida daqueles que ousam pensar de outra maneira, fazer de outra maneira, ser diferentes. A normalidade é apenas a segunda vaga.

Quando falo na forma diferente como sinto e como concebo a organização e o equilíbrio económico-social, não o digo por pessimismo, nem contra ninguém, mas por ter uma ténue esperança de ser contributo para a solução e não para o problema.

De poder apontar medidas que combatam o cancro da injustiça perante o fisco, que contribuam para uma maior identificação das pessoas com as responsabilidades e deveres sociais, que nos levem a sermos consequentes naquilo que pretendemos que o Estado promova e regule.

O ideal social

São aulas como esta que recordam com violência a minha diferença...

domingo, fevereiro 19, 2006

The Man With The Blue Guitar

The man bent over his guitar,
A shearsman of sorts. The day was green.
They said, "You have a blue guitar,
You do not play things as they are.
The man replied, "Things as they are
Are changed upon the blue guitar.
And they said to him,
"But play, you must,
A tune beyond us, yet ourselves,
A tune upon the blue guitar,
Of things exactly as they are."

I cannot bring a world quite round,
Although I patch it as I can.
I sing a hero's head, large eye
And bearded bronze, but not a man,
Although I patch him as I can
And reach through him almost to man.
If a serenade almost to man
Is to miss, by that, things as they are,
Say that it is the serenade
Of a man that plays a blue guitar.

A tune beyond us as we are,
Yet nothing changed by the blue guitar;
Ourselves in tune as if in space,
Yet nothing changed, except the place
Of things as they are and only the place
As you play them on the blue guitar,
Placed, so, beyond the compass of change,
Perceived in a final atmosphere;
For a moment final, in the way
The thinking of art seems final when
The thinking of god is smoky dew.
The tune is space. The blue guitar
Becomes the place of things as they are,
A composing of senses of the guitar.

Tom-tom c'est moi. The blue guitar
And I are one. The orchestra
Fills the high hall with shuffling men
High as the hall. The whirling noise
Of a multitude dwindles, all said,
To his breath that lies awake at night.
I know that timid breathing. Where
Do I begin and end? And where,
As I strum the thing, do I pick up
That which momentarily declares
Itself not to be I and yet
Must be. It could be nothing else.

(The Man With The Blue Guitar - Wallace Stevens)

Cesário...o Verde

Naquele “pic-nic” de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,

Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão de bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,

Nós acampámos, indo o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

(De tarde - Cesário Verde)

"Nada se perde nada se cria, mas tudo se transforma", até os "Vampiros"

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

(Vampiros - Zeca Afonso)

A Mentecapta

Podes esconder
A mente capta

Podes enganar
a mente capta

Podes sorrir
a mente capta

Podes fingir
a mente capta

Podes ter a certeza
que todos sabem quem és,
Mentecapta


( Mentecapta - LCRM)

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Benvindo quem vem por mal

Neste lugar todos são benvindos...

Quer venham por bem...quer venham por mal...

Uns e outros apenas conseguirão mostrar todo o bem ou todo o mal que trazem dentro e querem... parir!

Who am I to you?

Who am I to need you when I’m down
Where are you when I need you around
Your life is not your own
And all I ask you
Is for another chance
Another way around you
To live by circumstance, once again
Who am I to need you now
To ask you why to tell you no
To deserve your love and sympathy
You were never meant to belong to me
And you may go, but I know you won’t leave
Too many years built into memories
Your life is not your own
Who am I to need you now
To ask you why to tell you no
To deserve your love and sympathy
You were never meant to belong to me
Who am I to you?
Along the way
I lost my faith
And as you were, you’ll be again
To mold like clay, to break like dirt
To tear me uo in your sympathy
You were never meant to belong to me
You were never meant to belong to me
You were never meant to belong to me
Who am i?

(Crestfallen - Smashing Pumpkins)

Será?

Será que ainda me resta tempo
contigo,
ou já te levam balas de um qualquer
inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que
querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento
morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver
sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte
com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor
nem magia.
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que
encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e
morri.
Será que lá fora os carros passam
ainda,
ou estrelas caíram e qualquer sorte é
benvinda.
Será que a cidade ainda está como
dantes
ou cantam fantasmas e bailam
gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de
luar.
Será que as casas cantam e as pedras
do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o
vulcão.
Será que sabes que hoje é domingo,
ou os dias não passam, são anjos
caindo.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas
sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi
feito por nós.
Será que te lembras da côr do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar
contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia
qualquer.
Eu sei que tu estarás sempre por mim
não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas
também
me desejas agora como nunca
ninguém.
Não partas então, não me deixes
sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o
caminho.
Será,
Será,
Será!

(Será - Pedro Abrunhosa)

para....

Eles não sabem, nem sonham

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.


(Pedra Filosofal - In Movimento Perpétuo, 1956, António Gedeão)

domingo, fevereiro 12, 2006

Who want's to live forever?

There’s no time for us
There’s no place for us
What is this thing that builds our dreams yet slips away
From us
Who wants to live forever
Who wants to live forever....?
There’s no chance for us
It’s all decided for us
This world has only one sweet moment set aside for us
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Who dares to love forever?
When love must die
But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Forever is our today
Who waits forever anyway?

(Who want's to live forever - Brian May)

Todos os sonhos do mundo

Não sou nada.´
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(Fernando Pessoa - Tabacaria)

A Noite não ajudou...

Porque alguns procuram fundo

Dou comigo a reconhecer que talvez não perceba assim tanto as pessoas como penso.
Que talvez não dê tantas oportunidades como as que desejo para mim.
Que há mais pessoas a procurar fundo.
Que há mais pessoas a procurar...
Que há mais pessoas!

Que esta talvez seja hora de ir dormir...

Mas não sem antes dizer que há valor...em ti.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Jolie, Angelina de boa vontade



ANGELINA JOLIE, Embaixadora da Boa Vontade para os Refugiados

"Imagine there´s no Heaven"

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No Hell below us
Above us, only sky
Imagine all the people
Living for today, ah
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion, too
Imagine all the people
Living life in peace
You, you may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope, someday, you'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

(Imagine - Jonh Lennon)

De S.Comba Dão a Boliqueime
















Teste de parecensas I:

(exercício teórico académico)

(não conta para avaliação)

O dinheiro não tem Pátria

Não. Não estou contra grupos empresariais portugueses fortes, dinâmicos e lucrativos.

Não. Não tenho nada de especial contra o Norte, contra as suas gentes trabalhadoras e empresários dinâmicos.

Não. Não defendo o centralismo asfixiante de Lisboa, nem a manutenção da AP ineficiente e do poder público clientelar...
Mas...

Não sou tolerante com empresários que clamem do liberalismo no pagamento de impostos e mamem de subsídios, apoios, isenções, parcerias e privilégios do monstro Estado.

Não condescendo com empresários que fazem manifestos pedindo ao Governo os proteja da concorrência, para que possam continuar a ser ineficientes e trabalho-intensivos. Que assim que podem, vendem, por um bom preço.

Sei o suficiente para elogiar aqueles que cumprem as regras de mercado, que não receiam concorrer, que inovam, que apostam em actividades de elevado valor acrescentado, que formam e valorizam os seus colaboradores. Felizmente há alguns assim.

Também por isso devo e posso criticar os empresários do oportunismo, da mão de obra barata, dos salários em atraso, do lobby político, do proteccionismo e do subsídio, da formação "fantasma", da produção à peça, do folclore, do bairrismo, do revanchismo...

A verdade é que este é um país atomizado de PME´s cujo objectivo principal é esconder lucros, funcionando por cacique. De empresários que vivem mal com a concorrência e acomularam fortuna em quase-monopólios, à custa de mão-de-obra intensiva, sem preocupação com a imagem e qualidade. Empresários que são comerciantes, intermediários, importadores....

Portugal gosta de comprar tudo feito, porque não gosta do que se faz cá...

Ou será que Portugal não gosta de Portugal?

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

O senhor do momento


(que não seja um Cavalo de Troia)

INA diável

(...)O actual governo tem revelado firmeza e decisão na introdução de mais concorrência em vários sectores. Esta política deve ser saudada. Todavia, noutras situações fundamentais, como a que agora abordo, assistimos nos últimos meses a indesejáveis retrocessos. É o caso inaceitável do monopólio do INA - Instituto Nacional de Administração – na oferta de formação obrigatória para a promoção dos dirigentes da função pública.
Como já muitos entenderam, a constituição de um corpo de dirigentes altamente qualificados e motivados é um dos desideratos fundamentais da sempre frustada reforma da função pública. As receitas fechadas e proteccionistas que no passado foram ensaiadas já provaram a sua falência. A forma como se procurar resolver este problema é um bom indicador dos resultados que nos esperam.
(...)Este atavismo proteccionista provocará efeitos que não é difícil prever, alguns dos quais começaram já a verificar-se.
(...)
http://www.negocios.pt/default.asp?CpContentId=271182


(Avelino de Jesus - Jornal de Negócios online)

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Deixa-me rir

Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender
Deixa-me rir

Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor
Pois é , pois é

Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Deixa-me rir

Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso
Deixa-me rir

Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante
Pois é, pois é

Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

(Deixa-me rir - Jorge Palma)

O que procuram os portugueses?

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pois não tá nada mal......

Insistência

(...)
Aqui na Terra a fome continua
A miséria e o luto
A miséria e o luto e outra vez a fome
Acendemos cigarros em fogos de napalm
E dizemos amor sem saber o que seja.
(Jose Saramago)

E dizemos amor sem saber o que seja.
E dizemos amor sem saber o que seja.
E dizemos amor sem saber o que seja.
Pois...
Amor nao é fogo, nem arde sem se ver.
Amor nao é algo que se tem, que se possui.
Amor é algo que se dá.
Que se faz a outrem.
Amor é dar.
Um sorriso. Um olhar. Uma ajuda.
Amor e querer, é disponibilizar-se, é entender, é perdoar, e começar de novo.
O Amor só e pleno quando sai de nós.
Amor é praticar, amor é aprender, amor é preocupar-se, amor é temer por alguém...
Amor é passar a fronteira do individualismo e gostar.
Amor, lá no fundo, todos nos temos algum. Mais do que pensamos.

(para ti)

Será Souto Moura dançarino?



Homem pequenino, ou velhaco ou dançarino

(provérbio popular)

O aborto e a hipocrisia

Há uma estória engraçada de um casal, ela em Portugal, numa aldeia a poucos quilómetros da cidade do conhecimento, ele na Suiça a "ganhar dinheiro".

Sempre que ele cá vem, "geram uma vida". É um ritual, não sei se de amor, que se repete de ano a ano, com o mesmo resultado divino.

O resto do ano, por lá andam eles, à meia dúzia, piolhosos, a mendigar por comer. Escola? pouca. Amor? não sei....

O que sei é que ali não há contracepcção, ali não há aborto...o que há são crianças tristes, abandonadas, sobrevivientes...

Talvez o maior bem que um filho deva ter seja o amor dos pais...

Modernidade q.b. ou o triângulo do sexo

Questiono-me porque é que um "sacramento" tão desprestigiado e em desuso como o Casamento está a ser disputado pelos casais homossexuais...

Se o problema é a discriminação da lei, temos de facto que nos preocupar com a letra morta da Constituição...se o problema é a discriminação de "Deus" temos de alterar a geração de vida....

Pois que interessa que os homens tenham espermatozóides e as mulheres dêm à luz...isso é desde logo uma discriminação...

Suponho que o Código Civil fala de UM homem e UMA mulher...mas não há lei que pare a imaginação...porquê UM e UMA e não UM e UM, UMA e UMA e mais...porque é que hão-de ser apenas UM e UMA? isso é uma discriminação...porque não duas, três, quatro...quem é uma lei para coartar a liberdade, o individualismo e a modernidade?

Vejamos:
- se o argumento é monetário e não é religioso, moral ou outro...que se lhe invente um nome novo, como "ajuntamento" e lhes sejam dados os mesmos direitos...

- se o argumento é a discriminação então também a crença poligâmica está discriminada e não é admissível que os vanguardardistas da não discriminação e da modernidade, não dignem tanta liberdade e tantos direitos a uns como a outros...é a Modernidade q.b.

- se o argumento é provocatório à Igreja, para dismistificar o sagrado, acho muito bem...mas de certeza que há outros objectivos humanos e modernos que falta defender...

- se o argumento é da necessidade de copiar dos países moral e socialmente mais avançados, pois que se copie...pois Portugal já n faz outra coisa há séculos...

- se o argumento é de que cada um deve ter o direito de escolher...pois que se deixe escolher...mas sem qualquer restrição...ou há restrições que "sim senhor" e outras que "não senhor"?

-se o argumento é aparecer na TV e ser conhecido...pois melhor ainda!

Com maior ou menor razão, com maior ou menor paradigma...caminhamos para um ser híbrido...unisexual. Porque embora a sociedade tolere cada vez mais a discriminação económica...valoriza cada vez menos a identidade Homem e Mulher.
E porque se pensa que uns ganham quando outros perdem, o fim da mutação, o fim do individualismo, será um ser único: o Homulher

Que se não cansem os que pensam que isto é uma defesa do status quo do Homem...é apenas uma dúvida: para onde caminhamos tão ledos?

Inadaptado

Falta-me egoísmo para me ascender ao céu
Falta-me unção para me afundar no lodo.

(Sá-Carneiro)

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Freeeeeeeeeedom

Durante alguns dias o Disparadigmático foi boicotado por um tal blog de "Pulo do Lobo" dono de ilustres membros.

Apesar de ilustres não me parecem muito à vontade com a Democracia e a liberdade de opinião.

Assim, este é um grito de quem se liberta das "garras" dos lobitos amestrados, na órbita cavaquista.
De quem espera poder incentivar outros a participar...