quarta-feira, fevereiro 08, 2006

INA diável

(...)O actual governo tem revelado firmeza e decisão na introdução de mais concorrência em vários sectores. Esta política deve ser saudada. Todavia, noutras situações fundamentais, como a que agora abordo, assistimos nos últimos meses a indesejáveis retrocessos. É o caso inaceitável do monopólio do INA - Instituto Nacional de Administração – na oferta de formação obrigatória para a promoção dos dirigentes da função pública.
Como já muitos entenderam, a constituição de um corpo de dirigentes altamente qualificados e motivados é um dos desideratos fundamentais da sempre frustada reforma da função pública. As receitas fechadas e proteccionistas que no passado foram ensaiadas já provaram a sua falência. A forma como se procurar resolver este problema é um bom indicador dos resultados que nos esperam.
(...)Este atavismo proteccionista provocará efeitos que não é difícil prever, alguns dos quais começaram já a verificar-se.
(...)
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(Avelino de Jesus - Jornal de Negócios online)